“E se eu não acordar?”
“E se a anestesia não funcionar?”
“E se alguma coisa acontecer enquanto eu estiver dormindo?”
Para algumas pessoas, pensar em uma cirurgia significa também lidar com o medo da anestesia.
Essas dúvidas não devem ser ignoradas ou tratadas como algo sem importância. Conversar sobre elas e compreender melhor o que acontece antes e durante uma anestesia pode ajudar o paciente a enfrentar esse momento com mais informação e confiança.
Por que a anestesia pode causar tanto medo?
Parte da ansiedade está relacionada à sensação de não ter controle sobre o que acontecerá durante o procedimento.
O paciente entra em um ambiente desconhecido, encontra diferentes profissionais e, dependendo da técnica anestésica, pode permanecer inconsciente durante parte ou todo o procedimento.
Quando não se sabe exatamente o que acontece nesse período, dúvidas podem se transformar em insegurança.
Por isso, informação também faz parte do cuidado.
“Tenho medo de não acordar da anestesia”
Essa é uma preocupação que pode surgir antes de uma cirurgia.
Durante um procedimento anestésico, porém, o paciente não fica simplesmente “dormindo” sem acompanhamento.
O anestesiologista permanece monitorando suas funções e avaliando continuamente a resposta do organismo.
Pressão arterial, frequência cardíaca, respiração e oxigenação estão entre os parâmetros acompanhados durante o procedimento.
A anestesia também pode ser ajustada conforme as necessidades do paciente e da cirurgia.
Cada anestesia é planejada individualmente
Não existe uma única estratégia anestésica adequada para todas as pessoas.
Antes do procedimento, o anestesiologista considera fatores como:
- idade;
- histórico de saúde;
- medicamentos utilizados;
- alergias;
- experiências anteriores com anestesia;
- características da cirurgia.
Por isso é tão importante fornecer informações completas durante a avaliação pré-anestésica.
A consulta pré-anestésica também é lugar para falar sobre medo
A consulta não serve apenas para apresentar exames e responder perguntas sobre seu histórico médico.
Ela também é uma oportunidade para esclarecer dúvidas.
Se existe uma preocupação específica, fale sobre ela.
Pergunte como será a anestesia, como você será monitorado e o que poderá sentir antes e depois do procedimento.
Não é necessário chegar à cirurgia carregando perguntas que poderiam ter sido esclarecidas anteriormente.
Evite transformar buscas na internet em mais ansiedade
Buscar informação pode ajudar, mas é importante considerar a qualidade da fonte.
Relatos individuais encontrados nas redes sociais não representam necessariamente aquilo que acontecerá com você.
Cada paciente possui condições clínicas e necessidades diferentes.
Quando uma dúvida estiver relacionada ao seu próprio procedimento, converse com a equipe responsável pelo seu atendimento.
Informação e acolhimento caminham juntos
O cuidado não deve se limitar aos aspectos técnicos de uma cirurgia.
O paciente chega ao procedimento com sua própria história, dúvidas e expectativas.
Ouvir essas preocupações e explicar o que acontecerá também contribui para uma experiência de cuidado mais humanizada.
Sentir preocupação antes de uma cirurgia pode acontecer. O importante é não transformar a dúvida em silêncio.
Converse com seu anestesiologista, compartilhe seus receios e procure entender cada etapa do procedimento.
Quanto mais informação você tiver sobre o seu próprio cuidado, mais preparado poderá se sentir para esse momento.
Segurança também se constrói com diálogo.
Anestesil. Confiança é nossa especialidade.
