Para quem vive com diabetes, a preparação para uma cirurgia pode exigir alguns cuidados específicos.
Isso não significa que uma pessoa com diabetes não possa passar por procedimentos cirúrgicos. Significa que a condição precisa fazer parte do planejamento, para que a equipe conheça o histórico do paciente e possa definir os cuidados adequados para cada situação.
Por isso, informar o diagnóstico, os medicamentos utilizados e outras informações relacionadas à saúde é fundamental durante a avaliação pré-anestésica.
Por que o diabetes é importante para o planejamento cirúrgico?
A glicemia pode sofrer alterações durante o período que envolve uma cirurgia.
O próprio procedimento, o período de jejum, mudanças temporárias na alimentação e outros fatores podem interferir no controle glicêmico.
Além disso, o diabetes pode estar associado a outras condições de saúde que também precisam ser consideradas durante a avaliação do paciente.
Por esse motivo, conhecer o diagnóstico antecipadamente ajuda a equipe a planejar o cuidado de forma individualizada.
O que o anestesiologista precisa saber?
Durante a avaliação pré-anestésica, o paciente com diabetes deve informar seu histórico de saúde da forma mais completa possível.
Entre as informações relevantes estão:
- diagnóstico de diabetes;
- medicamentos utilizados;
- uso de insulina, quando aplicável;
- outras doenças ou condições de saúde;
- cirurgias e anestesias anteriores;
- exames solicitados pela equipe;
- mudanças recentes no estado de saúde.
Também é importante levar as informações e documentos solicitados para a consulta.
Quanto mais completa for a avaliação, mais elementos o anestesiologista terá para realizar o planejamento.
Posso tomar normalmente meus medicamentos antes da cirurgia?
Essa é uma dúvida importante e que não deve ser respondida com uma orientação genérica.
Dependendo do medicamento, do tipo de procedimento e das condições do paciente, a equipe pode fornecer orientações específicas para o período que antecede a cirurgia.
Por isso, não suspenda, altere ou ajuste medicamentos para diabetes por conta própria antes de um procedimento.
Siga as orientações individualizadas fornecidas pelos profissionais responsáveis pelo seu atendimento.
E o jejum?
O jejum pré-operatório também deve seguir as orientações recebidas pela equipe.
No caso de pacientes com diabetes, é especialmente importante que as instruções relacionadas ao jejum e aos medicamentos sejam compreendidas corretamente.
Se houver qualquer dúvida, pergunte antes do dia do procedimento em vez de decidir sozinho como agir.
A glicemia pode ser acompanhada durante o período cirúrgico?
Dependendo das características do paciente e do procedimento, a glicemia pode precisar ser avaliada durante o período perioperatório.
Essa necessidade é definida pela equipe de acordo com cada situação.
O objetivo é acompanhar as condições do paciente e tomar as medidas necessárias ao longo do atendimento.
Diabetes deve ser informado mesmo quando está controlado?
Sim. Mesmo que o paciente considere seu diabetes bem controlado, o diagnóstico continua sendo uma informação relevante para a avaliação médica.
O mesmo princípio vale para outras condições de saúde.
Não cabe ao paciente decidir antecipadamente quais informações são ou não importantes para a anestesia. Compartilhe seu histórico e permita que a equipe faça essa avaliação.
Informação também é segurança
O planejamento anestésico começa antes da entrada no centro cirúrgico.
Conhecer as condições de saúde, os tratamentos utilizados e o histórico do paciente permite que a equipe considere essas informações desde o início.
Se você tem diabetes e possui uma cirurgia programada, aproveite a avaliação pré-anestésica para esclarecer suas dúvidas e entender quais orientações se aplicam especificamente ao seu caso.
Anestesil. Confiança é nossa especialidade.
